Pastor Dri


Deus já cumpriu o meu desejo

Hoje, 24 de março de 2018, depois de ler o capítulo 7 do Livro de Neemias e o capítulo 22 do Livro de Josué, juntamente com minha esposa Adriana, cheguei à conclusão de que Deus já cumpriu o meu desejo.

Qual desejo?


Meu desejo, quando eu era jovem, era ser pai de doze filhos. Mas Deus me deu inicialmente quatro filhos: Pedro, Cláudio, Luciana e Ana Carolina. Fiquei pensando que o meu desejo não tinha sido satisfeito.


Mas hoje, depois de ler os textos referidos acima, cheguei à conclusão de que Deus já me deu os doze filhos que eu queria e poderá me dar muitos outros através deles, conforme relato em seguida.


Pedro já me deu dois filhos, Ana Carolina e Pedro Henrique.


Cláudio já me deu dois filhos também, Laura e Lucas.


Luciana já me deu um filho, Levi.


Ana Carolina já me deu três filhos, Pedro Paulo, Luiz Paulo e Gabriela.


Conclusão, Deus já me deu os doze filhos que eu queria e ainda me deu genros e noras que são como filhos para mim.


Louvado seja Deus por tudo!


Adriano Pereira de Oliveira,


Tapiraí, São Paulo, Brasil, 24 de março de 2018.



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 11:19
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Eu sou batista

Eu sou batista porque acredito que as igrejas batistas são adventistas.

Eu sou batista porque acredito que as igrejas batistas são assembleias de Deus.

Eu sou batista porque acredito que as igrejas batistas são católicas e apostólicas.

Eu sou batista porque acredito que as igrejas batistas são congregacionais.

 

Eu sou batista porque acredito que as igrejas batistas são congregações cristãs.

 

Eu sou batista porque acredito que as igrejas batistas são igrejas do evangelho quadrangular.

 

Eu sou batista porque acredito que as igrejas batistas são metodistas.

 

Eu sou batista porque acredito que as igrejas batistas são presbiterianas.

 

Eu sou batista porque acredito que as igrejas batistas são testemunhas de Jeová.

 

Eu sou batista porque acredito que as igrejas batistas são universais.

 

Eu sou batista porque acredito que as igrejas batistas são tudo isso e muito mais.

 

Tudo isso está tão claro que dispensa qualquer explicação.

 

Deus abençoe a todos!

 

Adriano Pereira de Oliveira.

 

Tapiraí, São Paulo, Brasil, 5 de fevereiro de 2018.



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 13:16
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O senhor é o homem!

Gosto de escrever sobre as lembranças que surgem em minha mente. É o que estou fazendo agora.


Eu estava em uma assembleia da Convenção Batista Brasileira em uma capital do nordeste. Não me lembro se era Recife ou Maceió. Era a noite de Missões Nacionais. O relatório foi dado pelo secretário adjunto porque o titular tinha pedido exoneração fazia poucos dias.


O adjunto concluiu o seu relatório dizendo que quem fosse convidado para ser o titular podia aceitar com toda tranquilidade porque a Junta estava em boas condições, estava tudo sob controle, estava tudo em ordem.


O pastor Rubens Lopes que era o presidente da CBB e estava presidindo aquela sessão solene, apontou o dedo para o adjunto, Paulo Seabra, e disse:


- O senhor é o homem, porque ninguém pode falar sobre missões com tanta propriedade senão o secretário executivo!


Na sessão da manhã seguinte, um mensageiro pediu a palavra e disse que o presidente tinha faltado com ética na noite anterior porque havia uma comissão encarregada de indicar o nome do novo secretário executivo, e o presidente indicou um nome publicamente.


O pastor Rubens Lopes, simplesmente, e humildemente, respondeu:


- Peço desculpas ao amado irmão por tê-lo ofendido!


E encerrou o assunto.


Não deu outra, Paulo Seabra foi eleito secretário executivo da Junta de Missões Nacionais.


Adriano Pereira de Oliveira,


Tapiraí, São Paulo, Brasil, 22 de dezembro de 2017.



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 12:06
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A briga e reconciliação de meu pai com o leite

Meu pai casou com minha mãe no ano de 1939, e foi morar na casa do meu avô materno. Era uma casa enorme. Tinha doze quartos, duas varandas, duas salas do meio, duas cozinhas e outras coisas mais.

Ele foi ser o vaqueiro do meu avô. Tomava conta do gado. Tirava o leite todos os dias bem cedinho. Depois disso, entrava para dentro de casa e ia tomar o seu café com leite. Café com leite é modo de dizer.

Era costume do nosso povo naquele tempo tomar o leite com sal. Minha avó paterna fervia o leite com o sal. Ou seja, colocava o sal na panela de leite. Era assim que meu pai gostava. Do jeito que a mãe dele fazia.

Já na casa de minha avó materna, era diferente. Fervia-se o leite sem sal e depois trazia um pouco de sal num pires para cada um colocar na sua vasilha, vasilha mesmo, porque não se tomava leite em xícara ou copo. O leite era servido numa sopeira, e se tomava com uma colher, porque geralmente se misturava com pedaços de batata, mandioca ou abóbora, cozidos.

Meu pai avisou que não gostava do jeito que era feito na casa de minha avó materna, a sogra dele. Ele gostava era do jeito que a mãe dele fazia. Ele não queria que o sal viesse no pires. Ele queria que o sal fosse colocado dentro da panela de leite. Era assim que a mãe dele fazia.

Ninguém se importou com o pedido dele. Então ele tomou uma decisão radical: Não tomo mais leite, não precisa mais trazer leite para mim. E nunca mais tomou leite, nem puro e nem com café, durante mais de vinte anos.

No ano de 1966, meu pai, que estava morando no Estado do Espírito Santo, veio a São Paulo para participar da minha cerimônia de casamento. Dois dias depois do meu casamento, ele e meu irmão Abel, foram tomar o café da manhã em minha casa. Minha esposa, que não sabia da briga dele com o leite, preparou o café com leite e serviu. Ele tomou sem dizer nada.

Meu irmão Abel ficou surpreso, e perguntou, ué pai, o senhor tomou leite? Ele simplesmente respondeu, tomei.

Assim, meu pai se reconciliou com o leite vinte e sete anos depois da briga.

Adriano Pereira de Oliveira.

 

Tapiraí, São Paulo, Brasil, 10 de dezembro de 2017.



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 15:47
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Novas publicações de Pastor Dri

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Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 17:21
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Desculpe-me, eu sou muito temperamental

Cheguei a São Paulo em 1959. Tinha 16 anos de idade. Sabia ler e escrever, mas não tinha qualquer diploma, nem do curso primário, que naquele tempo tinha a duração de quatro anos.

Pela misericórdia de Deus, fui trabalhar como office-boy numa multinacional alemã, onde o presidente e todos os diretores de departamentos eram alemães.

Algum tempo depois, fui escolhido para trabalhar na sala da secretária do presidente. A primeira coisa que eu fazia todos os dias pela manhã era pegar um espanador e entrar na sala do presidente para espanar o pó da mesa dele e da mesa de reuniões que ficava na mesma sala.

Um dia, enquanto eu fazia aquele trabalho diário, o espanador bateu com força num dos dois cinzeiros que estavam na mesa de reunião, o cinzeiro caiu e quebrou. Peguei outro, diferente, coloquei no lugar do que quebrou. Pensei que o presidente não ia notar.

Em seguida, ele chegou, deu o seu costumeiro bom dia e entrou para a sala dele. Não demorou muito, a campainha tocou, era o jeito que ele usava para me chamar. Eu entrei, ele perguntou pelo cinzeiro. Eu disse o que tinha acontecido. Ele me deu a maior bronca. Disse que era um cinzeiro de estimação que ele tinha trazido da Espanha. Eu saí da sala, triste e com sentimento de culpa.

Em seguida, a campainha tocou novamente. Eu pensei, lá vem mais bronca. Eu estava enganado. Ele me chamou para pedir desculpas. Ele disse: “Adriano, desculpe-me, eu sou muito temperamental”.

Nunca me esqueci desse fato. Não sei qual era a religião daquele homem. Não sei se era católico ou protestante. Nem mesmo sei se ele tinha alguma religião. Mas uma coisa eu sei, ele teve a grandeza de chamar um humilde office-boy para lhe pedir desculpas.

Parafraseando Jesus Cristo, eu digo, “Humildade assim, não encontrei nem entre aqueles que se dizem povo de Deus”.

Adriano Pereira de Oliveira.

Tapiraí, São Paulo, Brasil, 1 de agosto de 2017.



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 15:44
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A vontade de Deus é agradável e perfeita

Na manhã de domingo, nove de julho de 2017, eu acordei com um esboço de mensagem em minha mente, o qual quero oferecer a todos que dele possam tirar proveito:


Título: A BOA, AGRADÁVEL E PERFEITA VONTADE DE DEUS


Texto bíblico: Romanos 12.2


“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.


Introdução:


A boa, agravável e perfeita vontade de Deus, em alguns casos, como aconteceu com Jesus, se torna muito dolorosa porque vem acompanhada de alguns ingredientes surpreendentes, tais como:


I – Um Judas para nos trair.

II – Um Pedro para nos negar.

III – Alguns amigos para nos abandonar.


Conclusão:


Mesmo quando a vontade de Deus vem acompanhada desses ingredientes surpreendentes, ela é sempre boa, agradável e perfeita em nossas vidas, ela traz o melhor para nós.


Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, São Paulo, Brasil.



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 15:51
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Pastor batista foi preso na África

Um dos privilégios que tivemos durante nossas férias neste mês de junho de 2017 foi o de participar da pregação do Pastor Eli Fernandes de Oliveira na Primeira Igreja Batista de Teófilo Otoni, Minas Gerais, dia 18, domingo pela manhã.

A referida Igreja é pastoreada pelo pastor André Anastácio do Nascimento que nos recebeu com muita gentileza!

Pastor Eli contou que em uma de suas viagens à África, depois de pregar em um pais que estava em guerra com o país vizinho, viajou justamente para o país adversário do primeiro.

Acontece que o primeiro país era apoiado pelos Estados Unidos da América do Norte, e o segundo era apoiado pela Rússia.

Quando desembarcou no segundo, foi tido como espião norte-americano e foi preso imediatamente.

Passou dois dias na prisão, mas quando examinaram seus documentos e perceberam que ele era pastor batista, disseram:

"Vamos soltar você porque quando nosso país estava precisando de remédios, os batistas mandaram remédios para nós, e quando nosso país estava precisando de alimentos, os batistas mandaram alimentos para nós; mas o senhor será acompanhado por um oficial do nosso exército enquanto estiver em nosso país."

As autoridades daquele país estavam se referindo a ajuda humanitária da Aliança Batista Mundial.

O pastor Eli contou esse fato quando se referia às prisões do Apóstolo Paulo, e concluiu dizendo que os seus dois dias de prisão na África não significavam nada diante dos grandes sofrimentos do Apóstolo Paulo.

Louvado seja Deus pela vida do pastor Eli Fernandes de Oliveira!

Abraços a todos!

 

 

Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, São Paulo, Brasil.


Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 17:43
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Confissões de um Septuagenário

Enquanto viajava de ônibus de Piedade para Tapiraí, SP, nesta manhã de 13 de junho de 2017, surgiu em minha mente o desejo de escrever as confissões de um septuagenário. O que estou fazendo neste momento.


Sei que não fui e não sou o melhor filho.


Sei que não fui e não sou o melhor irmão.


Sei que não fui e não sou o melhor marido.


Sei que não fui e não sou o melhor pai.


Sei que não fui e não sou o melhor genro.


Sei que não fui e não sou o melhor cunhado.


Sei que não fui e não sou o melhor da família.


Sei que não fui e não sou o melhor amigo.


Sei que não fui e não sou o melhor colega.


Sei que não fui e não sou o melhor vizinho.


Sei que não fui e não sou o melhor cidadão.


Sei que não fui e não sou o melhor nas minhas diversas áreas de atividades humanas.


Sei que não sou o melhor discípulo de Nosso Senhor Jesus Cristo.


Sei que não fui e não sou o melhor em nada.


E, por tudo que não fui e não sou, peço perdão a todos!


Mas uma coisa eu sei, eu sou e sempre fui amado por Deus.


Louvado seja Deus por tudo!


 

Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, São Paulo, Brasil.



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 14:02
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Minha peregrinação

Minha peregrinação
Muito cedo começou,
Mexe com meu coração
Quando lembro o que passou.


De minha querida Bahia
Cedo tive de partir
Sabendo pra onde ia
Sem chorar e sem sorrir.


Chegamos ao Contestado
Que era terra de ninguém,
De Minas era reclamado
E do Espírito Santo também.


Mas virou terra capixaba
Cultivada por baiano
E mineiro camarada,
Um ao outro apoiando.


Mas logo o tempo passou
E surge antigo desafio
Que o tempo despertou,
Com ele o menino sorriu.


São Paulo está esperando,
O meu coração falou
A hora está chegando
Pois o tempo já passou.


Foi assim que adolescente
Iniciei nova jornada
E num estalo, de repente
Deixei a terra capixaba.


E em São Paulo cheguei
Onde tive oportunidade,
Estudei e trabalhei
Não pensando em vaidade.


Queria ser advogado
Mas primeiro fui pastor
Conforme foi determinado
Por Deus Nosso Senhor.


Mas novo tempo chegou
E Deus me locomoveu
São Paulo pra trás ficou
E Mato Grosso apareceu.


Foi assim a minha vida
Depois dos trinta de idade
Exercendo minha lida
De cidade em cidade.


Hora estando em Mato Grosso
Hora na terra paulista
Mas sempre fazendo esforço
Juntando amigos na lista.

 


Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, São Paulo, Brasil.



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 14:05
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Fuja do PEFEMERRÊ

O que é o PEFEMERRÊ?


Quando eu aprendi o alfabeto no interior da Bahia, o “f” era “fê”, o “g” era “guê”, o “j” era “ji”, o “l” era “lê”, o “m“ era “mê”, o “n” era “nê”, o “r” era “rê” e o “s” era “si”

.
Então, "PEFEMERRÊ" é o Partido da Fofoca, da Murmuração e da Rebelião - PFMR.


Esse partido sempre existiu e tem causado estragos em muitos lugares.


Esse foi o partido de Nadabe e Abiú que ofereceram fogo estranho no altar - Números 10.


Esse foi o partido no qual Miriã e Arão militaram por pouco tempo e que levou Miriã a ficar leprosa - Números 12.1-16.


Esse foi o partido que fez uma geração inteira perder a bênção de entrar na terra prometida - Números 14.26-45.


Esse foi o partido de Coré, Datã e Abirão - Números 16.1-35.


Esse foi o partido dos que foram picados pelas serpentes no deserto - Números 21.4-9.


Esse foi o partido que levou Arão a fabricar o bezerro de ouro - Êxodo 32.1-35.


Esse partido só trouxe maldição e derrota para seus seguidores.


Esse partido tem causado muito estrago no lar, na igreja, na escola, no trabalho, na política, e na sociedade em geral.


Você gostaria de pertencer a um partido assim?


Abraços a todos!


 Adriano Pereira de Oliveira

Flórida Paulista, São Paulo, Brasil, 4 de junho de 2010.
 



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 14:32
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Pastor Adriano 70777

Pastor batista da Convenção Batista Brasileira desde 1972. Pastoreou igrejas batistas em São Paulo e Mato Grosso do Sul durante todo esse tempo.
Foi membro de diversas Juntas da Denominação Batista, professor e diretor de Seminário.
Foi Secretário Municipal de Educação e Cultura em Ponta Porã, MS.
Foi professor concursado do ensino fundamental em Dourados, MS.
Foi candidato nove vezes a vereador, deputado estadual e deputado federal em Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Nunca deixou de ser pastor.
No momento, está tomando conta de uma pequena Congregação Batista em Tapiraí e realizando a leitura da Bíblia na Rua em Tapiraí e Piedade.
Deseja continuar sendo uma fiel testemunha de Jesus Cristo por onde andar.
Tem licenciatura plena em Filosofia e Pedagogia, é bacharel em Direito e especialista em Educação de Jovens e adultos e em Gestão Pública Municipal.
Como candidato a vereador em Tapiraí neste ano de 2016, está usando o título de pastor em sua propaganda eleitoral porque é realmente o que ele tem sido há mais de 40 anos e é assim que ele é conhecido em todos os lugares por onde passou e onde exerceu o seu ministério pastoral, e é assim também que ele é conhecido em Tapiraí.
Pastor Adriano é natural do Estado da Bahia, e veio para São Paulo em 1959 com 16 anos de idade.
Está em Tapiraí desde o ano 2010, juntamente com sua esposa Adriana Rodrigues de Oliveira, natural de Piedade, SP, funcionária pública concursada do Município de Votorantim.
Pastor Adriano decidiu ser candidato a vereador neste ano de 2016 para colocar todo o seu preparo e experiência a serviço do povo de Tapiraí.
Nesse sentido, pede as orações do Povo de Deus, e o voto do eleitor de Tapiraí.
Deus abençoe a todos!
Pastor Adriano, 70777, Coligação Renovar para Melhor, PT do B – PSD.
Com César Araújo, 70, para prefeito, e Jaqueline Machado para vice.

 



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 14:36
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Uma palavra desafiadora

Neste texto estou relatando resumidamente a trajetória da minha vida, destacando uma palavra desafiadora que ouvi no meu primeiro dia em São Paulo.

A minha caminhada em direção a São Paulo iniciou num sábado, dia 18 de julho de 1959, quando eu deixei o pequeno povoado de Itamira, Município de Mucurici, Estado do Espírito Santo, onde morava juntamente com meus pais e grande parte da minha parentela.  Itamira pertence atualmente ao Município de Ponto Belo.

Eu tinha pouco mais de 16 anos de idade, e viajei sozinho.

Tomei a marinete que fazia diariamente a linha de Nova Venécia, Espírito Santo, para Nanuque, Minas Gerais, passando por Itamira. Segui para Nanuque, depois para Teófilo Otoni e Governador Valadares, e em seguida, Rio de Janeiro e São Paulo.

O Estado do Espírito Santo não é a minha terra natal. Nasci no Estado da Bahia. Fui batizado na cidade de Boa Nova, e registrado no Cartório do Distrito de Boaçu, Município de Jequié.

Meu sonho desde criança era vir para São Paulo. Com sete anos de idade fui levado por meus pais para as matas do Contestado, onde hoje é o norte do Espírito Santo. É lá que fica Itamira, de onde eu saí sozinho, com 16 anos de idade, para  vir para São Paulo. 

A viagem foi emocionante, uma mistura de curiosidade e medo.

Meu primeiro dia em São Paulo foi 21 de julho de 1959, uma terça-feira. Desembarquei do trem na Estação do Norte, no Brás, e fui para a casa de um conhecido na Freguesia do Ó. A primeira frase que ouvi do dono da casa não foi nada animadora, mas foi desafiadora:

- "Meu filho, São Paulo é terra onde filho chora e pai não vê.”

No dia seguinte, fui para a casa de um tio que eu não conhecia. No dia 1º de agosto, dez dias depois da minha chegada, comecei a trabalhar como office-boy numa multinacional alemã.

Daí para frente foi só trabalho e estudo. Tive oportunidade de concluir quatro cursos superiores, Teologia, Filosofia, Pedagogia e Direito, e duas especializações, Educação de Jovens e Adultos e Gestão Pública Municipal. Estou habilitado legalmente como pastor, professor, orientador educacional, advogado e jornalista.

Casei, gerei filhos, e já tenho oito netos.

Muitas coisas aconteceram em minha vida. Morei em muitos lugares. Conheci muita gente. Tive alegrias e tristezas. Sempre estudando e trabalhando na educação e na evangelização em todos os lugares por onde passei, tais como, Ponta Porã e Dourados, MS, Flórida Paulista, SP, e sobretudo em São Paulo, Capital. Participei de Campanhas Evangelísticas em Portugal, Espanha, Chile e Paraguai. 

Estou em Tapiraí, SP, juntamente com minha esposa Adriana, desde o ano 2010, onde cuidamos de uma pequena Igreja Batista e realizamos a leitura pública  das Sagradas Escrituras todos os dias, através do Ministério Bíblia na Rua.

Concluindo, se São Paulo é terra onde filho chora e pai não vê, como disse o senhor Manoel Alves Aranha, dono da casa onde me hospedei a primeira noite em São Paulo, de uma coisa tenho certeza: Temos Um Pai Celestial que vê e ouve o choro dos seus filhos, estejam onde estiverem.

Louvado seja Deus por tudo!

Pastor Adriano 70777, Tapiraí, São Paulo, Brasil.

 



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 12:16
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Confiança no candidato ou nas suas propostas?

Tenho observado que alguns eleitores cobram propostas dos candidatos a vereador.

Tenho observado também que alguns candidatos a vereador no desejo de atender a essas cobranças, elaboram propostas mirabolantes que não têm nada a ver com as atribuições de um vereador, demonstrando assim desconhecimento da função ou má fé.

O que tenho a dizer é o seguinte:

Depois de 40 anos de candidaturas a vereador, deputado estadual e deputado federal em diversos estados e municípios, tenho chegado à conclusão de que a maioria do eleitorado brasileiro não vota em propostas, vota em pessoas.

Tenho observado ainda que os eleitores que exigem propostas exigem somente dos candidatos em quem não vão votar, porque do candidato em quem ele vai votar, ele não exige nada, ele simplesmente vota na pessoa, vota porque confia na pessoa, vota porque gosta da pessoa, porque gosta do jeito da pessoa.

O conselho que tenho para dar aos meus colegas candidatos a vereador de todo o Brasil é o seguinte: Não percam tempo com quem com certeza não votará em você, passe adiante, prossiga pedindo voto a todo mundo!

Quero dizer aos candidatos a vereador o mesmo que disse em uma palestra para conselheiros municipais de assistência social:

- O vereador deve conhecer as possibilidades e limites legais de sua função.

- O vereador deve saber que ele é antes de tudo um legislador.

- O vereador deve saber também que é um fiscal do gestor, um fiscal dos atos do gestor municipal.

Contudo, o vereador precisa entender também que não deve ser nem uma “vaquinha de presépio”, e nem um espinho permanente no calcanhar do gestor.

Finalizo, afirmando mais uma vez que a maioria do eleitorado brasileiro, sabiamente, olha mais para a vida do candidato, a confiança que tem no candidato, sua identificação com o candidato, do que para as suas propostas, que nem sempre são exequíveis, são mais eleitoreiras do que verdadeiras.

Pastor Adriano, 70777, PT do B, 70, Tapiraí, São Paulo, Brasil.

Com César Araújo para prefeito e Jaqueline Machado para vice.




Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 22:09
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Quarenta anos de candidaturas do pastor Adriano

Sou pastor batista desde 1972. Tenho participado das disputas eleitorais desde 1976. Estou completando 40 anos de candidaturas neste ano de 2016.

Fui candidato em todos os estados e municípios onde exerci o ministério pastoral.

Em 1976, fui candidato a vereador pela ARENA em Ponta Porã, Estado do Mato Grosso.

Em 1982, fui candidato a deputado estadual pelo PMDB no Estado do Mato Grosso do Sul.

Em 1986, fui candidato a deputado estadual pelo PDT no Estado do Mato Grosso do Sul.

Em 1992, fui candidato a vereador pelo PDT em Dourados, Estado do Mato Grosso do Sul.

Em 1998, fui candidato a deputado federal pelo PGT no Estado de São Paulo.

Em 2000, fui candidato a vereador pelo PGT em São Paulo, Capital.

Em 2004, fui candidato a vereador pelo PSDB em Flórida Paulista, Estado de São Paulo.

Em 2012, fui candidato a vereador pelo PSDB em Tapiraí, Estado de São Paulo.

Em 2014, fui candidato a deputado estadual pelo PT do B no Estado de São Paulo.

Em 2016, estou sendo candidato a vereador pelo PT do B em Tapiraí, Estado de São Paulo, com o número 70777.

Dou graças a Deus, que na sua infinita bondade e misericórdia, está permitindo que mais uma vez eu participe como candidato com muita dignidade e honestidade!

Deus abençoe a todos!

Pastor Adriano, 70777, Tapiraí, São Paulo, Brasil.



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 11:33
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Cumprindo uma missão

A missionária Esther Ergas me deu uma missão: Escrever alguma coisa do coração sobre minha convivência com a Missionária Ana Wollermann. Tia Ester, como é conhecida entre os alunos do Seminário, disse que muita coisa já foi escrita sobre Dona Ana, mas ela queria que eu escrevesse algo que partisse do coração, e não de pesquisas em livros.

 

É isto que vou procurar fazer neste modesto artigo. Primeiramente, quero salientar que Esther Ergas é a pessoa que mais conviveu com Ana Wollermann, tanto no Brasil, como nos Estados Unidos. Foi sua companheira inseparável.

 

A primeira vez que ouvi falar de Ana Wollermann, surgiu em minha mente um pensamento, uma comparação, Ana Wollermann é para o Mato Grosso (naquele tempo ainda não tinha sido criado o Mato Grosso do Sul) o que Rosely Appleby foi para Minas Gerais, ou seja, uma avivalista, uma mulher de oração.

 

Foi isso que constatei a partir de 1973, quando assumi o pastorado da Igreja Evangélica Batista de Ponta Porã. Eu tinha lido muito sobre avivamento espiritual, pois fui discípulo de Enéas Tognini. Percebi que o que estava ocorrendo no sul do Mato Grosso, região de Dourados, era um verdadeiro avivamento espiritual. Pessoas se convertendo em grande quantidade, grandiosos encontros de jovens para louvor e oração, muitos jovens sendo vocacionados para o ministério, muita alegria, muito fervor espiritual, muito amor entre os irmãos. Era o ambiente que eu desejava para começar o meu ministério.

 

Logo tomei conhecimento de que tudo tinha começado quando alguns obreiros daquela região, liderados pela missionária, sentiram o desejo de clamar fervorosamente ao Senhor. Entre eles, estavam a missionária Esther Ergas, o pastor Washington Antenor de Souza, da PIB de Dourados, o evangelista Nelson Alves dos Santos e o diácono José Pereira Lins. Mais tarde, chegou também o pastor Williams Balaniuc para reforçar o grupo.

 

Foi em consequência desse avivamento que surgiu um Instituto de Férias, que em 1974 se transformou em Instituto Teológico Batista Ana Wollermann, e que hoje é uma Faculdade Teológica credenciada pelo MEC.

 

Durante o tempo em que estive em Ponta Porã, 1973 - 1987, servi ao Seminário como professor e como membro do Conselho Administrativo, ocupando algumas vezes a presidência. No início, os professores não recebiam salários, eram voluntários, mas não tinha salário maior do que o privilégio de conviver com aquele ser humano maravilhoso que era a querida missionária Ana Wollermann, e ouvir suas palavras de gratidão. Eu ficava emocionado quando ela dizia para mim:

 

- Como eu louvo a Deus pela vida do irmão!

 

Por sugestão dela, enquanto eu estava em Ponta Porã, fui convidado duas vezes para assumir a direção do Seminário. A primeira, quando o pastor Williams Balaniuc deixou a direção. A segunda, quando o professor Ivan Araújo Brandão saiu. Mas entendi que não era o momento de assumir.

 

Mais tarde, em 1989, quando eu estava pastoreando a Igreja Batista do Bairro do Limão, em São Paulo, e ela já estava aposentada nos Estados Unidos, veio o terceiro convite. Aí, fui exortado pelo meu irmão Abel Pereira de Oliveira a aceitá-lo. Ele disse:

 

- Rapaz, quando Deus fala pela terceira vez o negócio não é brincadeira!

 

Deixei a Igreja Batista do Bairro do Limão e o curso de Pedagogia na USP, e fui assumir a reitoria do Seminário num período de crise, quando a torneira estava fechada, e os dólares não estavam vindo dos Estados Unidos. Mas graças a Deus a confiança foi restabelecida, a torneira se abriu, e, num período de três anos, construímos a capela e a biblioteca.

 

Dona Ana ajudou financeiramente muita gente. Eu fui ajudado por ela a participar da Campanha Evangelística promovida pela nossa Junta de Missões Mundiais em Portugal e na Espanha, em 1984. A ajuda dela foi fundamental para minha participação.

 

Louvado seja Deus por tudo!

 

Adriano Pereira de Oliveira

 



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 16:30
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Vassoura nova varre os cantos

 


O fato que estou narrando em seguida, foi contado por um professor, há mais de 40 anos, numa sala de aula, onde eu estava presente como aluno.

 

Vamos à narrativa.

 

Um jovem pastor, muito culto, muito conhecido entre os batistas brasileiros naqueles tempos, e hoje muito mais, assumiu o pastorado de uma Igreja Batista em substituição ao velho pastor que tinha servido àquela Igreja durante algumas décadas, e agora estava jubilado, mas permanecia como membro da mesma.

 

O novo pastor, com toda aquela energia característica da juventude, exercia o pastorado com muita dedicação, procurando dar o melhor de si no sentido de levar o rebanho a uma maior consagração.

 

Um membro da Igreja achou que o novo pastor estava sendo muito rigoroso, e foi reclamar com o velho pastor jubilado.

 

O velho obreiro, com toda tranqüilidade, e com muita sabedoria, fez a declaração que serve de título para esta pequena crônica:

 

- Meu irmão, vassoura nova varre os cantos!

 

Parabéns, venerável pastor!

 

Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

 

 

 



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 16:26
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A força da tentação

Eu era pastor em uma cidade onde o povo tinha o costume de jogar água uns nos outros durante o carnaval.

Eram os dias do carnaval. Eu estava na sala de minha casa, a casa pastoral, junto com meus filhos e um garoto, filho de uma senhora, membro da igreja, que morava ao lado.

De repente, aparece na frente da casa a empregada da referida senhora e grita para o menino:

 

- Vamos jogar água no povo na rua!

 

O menino olhou para mim, e eu disse a ele, fala com ela que você é crente. Ele respondeu bem alto:

 

- Sou crente!

 

Em seguida, ela tornou a gritar lá da rua repetindo o convite.

O menino olhou para mim, e eu disse para ele dizer a mesma coisa.

Ele respondeu novamente, com voz mais baixa:

 

- Sou crente!

 

A moça repetiu o convite pela terceira vez.

O garoto olhou para mim, e antes que eu dissesse qualquer coisa, ele disse com voz forte:

 

- Vamos!


Pensei, a força da tentação repetida é muito grande!

 

Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

 

 



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 14:30
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A sábia motivação da Junta de Missões Mundiais

 

Desde que vi os vídeos promocionais de 2015 da Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira, fiquei com vontade de escrever o que agora estou escrevendo.

 

Gostei de ver. Eles não falam que a Junta está precisando de dinheiro, eles não falam que a Junta tem dívidas para pagar, eles não falam que as igrejas têm o dever de contribuir, eles não reclamam das igrejas que não participam, eles não falam nada disso.

 

O que vimos e ouvimos então naqueles vídeos?

 

01. Eles mostram o trabalho que está sendo realizado com o dinheiro e as orações dos irmãos membros das Igrejas Batistas do Brasil.

 

02. Eles agradecem às Igrejas e seus membros por estarem participando de tão importante trabalho.

 

03. Eles mostram o quanto ainda há para se fazer, ou seja, quantos povos ainda não foram alcançados.

 

04. Eles pedem as orações de todos.

 

05. Eles enfatizam que tudo está acontecendo por causa das orações e ofertas dos irmãos!

 

Repito. Gostei. Creio que a Junta de Missões Mundiais está no caminho certo.

 

A coisa mais triste e inadequada é quando um executivo de uma instituição batista olha as igrejas e os pastores de cima para baixo como se as igrejas e os pastores fossem empregados dele, como se as igrejas fossem departamentos das referidas instituições e que tivessem de executar suas decisões ou que tivessem de arranjar dinheiro de qualquer jeito para pagar os seus débitos, algumas vezes, resultantes de má administração.

 

E o pior de tudo é que tem gente que ocupa liderança em instituições batistas, e não sabe qual é o papel que desempenha ou que deve desempenhar. Certa ocasião, numa reunião de Junta, perguntei a um pastor qual a Igreja que ele pastoreava, ele respondeu: “Sou pastor de todas, sou o presidente da Convenção”.

 

Será que ainda existe gente que pensa assim em nossos dias?

 

Parabéns à Junta de Missões Mundiais por sua postura sábia em relação às igrejas e aos pastores!

 

Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

 

 



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 11:32
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Maria Joaquina e a Imagem de Santo Antonio

Esta história me foi contada no ano de 1977 por meu tio Cecílio Pereira, e confirmada por meu tio João Oliveira.

Naquele ano, eu fui à Bahia, depois de 27 anos. Saí de lá com sete anos de idade em 1950, e nunca mais tinha voltado lá. Foi uma grande emoção para mim. Minha avó Felipa, mãe de tio Cecílio e de minha mãe, já tinha falecido. Meu avô Antônio Inácio Pereira, marido de Felipa, tinha falecido antes de 1950.

Com o falecimento de minha avó Felipa, surgiu um problema: Quem ficaria com a imagem de Santo Antônio que pertencia ao meu falecido avô Antônio Inácio Pereira desde a sua infância? Ele foi casado duas vezes, e tinha descendentes de ambos os casamentos.

Segundo tio Cecílio me informou naquela ocasião, a solução encontrada foi deixar a imagem dentro do oratório de meu avô que está na capela do Cemitério do Coqueiro até hoje. O oratório, porque quanto à imagem há dúvidas, uma vez que era banhada a ouro.

Mas que tem a ver a imagem de Santo Antônio com Maria Joaquina? Quem é Maria Joaquina?

Vamos à história. No começo do século XIX, provavelmente antes da Independência do Brasil, no sertão baiano, um casal foi trabalhar na roça e deixou uma filha pequena tomando conta da casa. Passou um homem e levou a menina e a imagem de Santo Antônio que pertencia à família. Viajou o dia todo por aquele sertão com a menina e a imagem de Santo Antônio até chegar ao fim do dia à casa de um fazendeiro da família Coelho onde pediu pousada, dizendo que a menina era sua filha.

O fazendeiro deu pouso para o homem num dos quartos da casa e levou a menina para dentro para dormir junto com suas filhas. Durante a noite, a menina contou para as filhas do dono da casa que aquele homem que estava com ela não era seu pai, e que ela tinha sido roubada da casa dela junto com a imagem de Santo Antônio.

No dia seguinte, quando o homem falou com o dono da casa para trazer sua filha porque ele queria prosseguir a viagem, o fazendeiro lhe disse que já estava sabendo que a menina não era filha dele e que a imagem de Santo Antônio também não lhe pertencia, que ele prosseguisse sua viagem, mas que a menina e a imagem de Santo Antônio ficariam ali.

A menina, que se chamava Maria Joaquina, permaneceu na casa do fazendeiro. Depois de muito tempo, quando ela já era uma moça feita, houve um casamento de um dos filhos do dono da casa. A noiva, que naquele tempo não tinha qualquer intimidade com o noivo antes do casamento, ficou com medo do contato com o noivo na primeira noite. Maria Joaquina, que tinha sido criada na mesma casa junto com o noivo, foi para o quarto junto com a noiva para tentar acalmá-la para receber o noivo, ou marido. A noiva ficou tão calma que dormiu. Quando o noivo entrou, quem estava acordada era Maria Joaquina, que acabou mantendo um relacionamento sexual com ele.

Em virtude disso, ela ficou sendo a segunda esposa dele, com quem teve muitos filhos e filhas. Uma de suas filhas se casou com Vitório Inácio Pereira, com quem teve um único filho, porque faleceu no parto dele. O filho é Antônio Inácio Pereira, meu avô materno, que foi criado por sua avó Maria Joaquina, da qual cuidou até o fim.

Vitório Inácio Pereira, meu bisavô materno, tendo ficado viúvo bem jovem, se casou com a índia Escolástica Ferreira Campos, com quem teve muitos filhos e filhas, inclusive minha avó paterna, Jovenalina Ferreira Campos. Sendo assim, ele é meu bisavô materno e paterno. Todos que assinam Pereira Campos ou Campos Pereira são descendentes de Vitório Inácio Pereira e Escolástica Ferreira Campos.

Muito bem, depois que fiquei sabendo a história de Maria Joaquina e da imagem de Santo Antônio, contada por tio Cecílio em 1977, na Bahia, fui para o Estado do Espírito Santo conferir com meu tio João Oliveira, irmão de meu avô Brígido, que era um homem muito bem informado. Cheguei para ele e perguntei:

- Meu tio João, o senhor já ouviu falar numa tal de Maria Joaquina?

Ele me respondeu com outra pergunta:

- Aquela que tomou o marido da outra na noite do casamento?

E ainda acrescentou mais alguns detalhes.

Pronto. Confirmado. Maria Joaquina é minha trisavó materna.

Mas naquele tempo, eu não fiquei sabendo o primeiro nome do homem da família Coelho que foi marido de Maria Joaquina, e nem o nome da filha dela que se casou com Vitório Inácio Pereira, de cujo casamento nasceu meu avô Antonio Inácio Pereira, pai de minha mãe.

Em janeiro de 2014 e junho de 2015, em conversa com meu primo Cunegundes Inácio Pereira e sua irmã Paulina, que moram em Manoel Vitorino, Bahia, e são filhos de Manoel Inácio Pereira (irmão por parte de pai de meu avô Antonio) e Francisca Xavier da Costa, tive maiores informações sobre o assunto.

Eles me informaram que também são descendentes de Maria Joaquina porque a mãe deles, Francisca, era filha de Gina, a qual era irmã da mãe de meu avô Antonio Inácio Pereira, que se chamava Ana, e que o pai de ambas era Antonio Coelho.

Gina foi casada com Cunegundes Xavier da Costa, com quem teve filhos e filhas, e Ana se casou com Vitório Inácio Pereira, de cujo casamento nasceu um único filho, Antonio Inácio Pereira, meu avô materno, pois ela faleceu durante o parto do mesmo.

Conclusão: Sou tri neto de Antonio Coelho e Maria Joaquina, e bisneto de Vitório Inácio Pereira e Ana Coelho.

 

Adriano Pereira de Oliveira, trineto de Maria Joaquina.



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 12:31
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O que é o Cacolespo?

A palavra Cacolespo é formada com as letras iniciais dos sobrenomes Campos, Coelho, Luz, Elias, Sampaio, Pereira e Oliveira.

Fazem parte do Cacolespo, os descendentes de Vitório Inácio Pereira e Escolástica Ferreira Campos, os descendentes de Antonio Coelho e Maria Joaquina, e especialmente, os descendentes de Leonardo José da Luz e Josefa Maria da Encarnação, e seus filhos, entre eles, Antonio José da Luz, João José da Luz, Alexandrina Maria da Encarnação, Silvéria Maria da Encarnação, Felipa Maria da Encarnação e Gina Maria da Encarnação.
Alexandrina Maria da Encarnação foi esposa de João Elias Sampaio.
Silvéria Maria da Encarnação foi esposa de José Manoel de Oliveira.
Felipa Maria da Encarnação foi esposa de Antonio Inácio Pereira.
Gina Maria da Encarnação foi esposa de Marcos Pereira.

Todas essas pessoas viveram e morreram na região de Jequié, Manoel Vitorino e Boa Nova, Bahia, onde vivem ainda muitos dos seus descendentes, mas os outros, a maioria, está espalhada por diversos estados do Brasil, e alguns estão em outros países.

O grupo Cacolespo foi criado por Adriano Pereira de Oliveira, filho de Casimiro José de Oliveira e Vitória Maria da Encarnação, neto de Antonio Inácio Pereira e Felipa Maria da Encarnação, e de Brígido José de Oliveira e Jovenalina Ferreira Campos, bisneto de Vitório Inácio Pereira e Escolástica Ferreira Campos (lado paterno), novamente, de Vitório Inácio Pereira e Ana Coelho (lado materno), de José Manoel de Oliveira e Silvéria Maria da Encarnação, e bisneto e tri neto de Leonardo José da Luz e Josefa Maria da Encarnação, e trineto de Antonio Coelho e Maria Joaquina.



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 16:21
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Cacolespo

Levando em consideração o resultado de novas pesquisas, o nome do perfil e do grupo Calespo no Facebook foi mudado para Cacolespo para incluir também nossa origem na família Coelho, como resultado do relacionamento de Antonio Coelho com Maria Joaquina, e levando em consideração também que Josefa Maria da Encarnação, esposa de Leonardo José da Luz pode ter sido filha de Antonio Coelho Sampaio, o fundador de Boa Nova, Bahia.

A palavra Cacolespo é formada com as letras iniciais dos sobrenomes  Campos, Coelho, Luz, Elias, Sampaio, Pereira e Oliveira



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 13:51
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Martinho Elias Sampaio, Grande Patriarca!

Pensei muito, antes de escolher o título desta crônica. Creio que o título escolhido é o mais adequado, e fica comprovado através da história que vou contar. Vamos em frente.

 

Meu primo Furtuoso Galdino da Silva, filho de Cesária Ferreira Campos e Massionílio Galdino da Silva, foi ainda menino morar na casa de seu padrinho Silvino Elias Sampaio, filho de Martinho Elias Sampaio.

 

Naquele tempo, era comum o afilhado ir morar na casa do padrinho. Aliás, a palavra padrinho significa paizinho, é o segundo pai.

 

Quando Furtuoso já era um rapaz feito, recebeu o seguinte recado de Martinho Elias Sampaio, pai de seu padrinho Silvino:

 

- Já está na hora de você se casar. Você escolhe, se quer se casar com Báia, minha filha, ou com Dezinha, filha de seu padrinho.

 

Furtuoso escolheu Dezinha, com quem se casou e teve onze filhos.

 

Tive o privilégio, juntamente com minha esposa Adriana, de estar na casa da família em Ibicaraí, Bahia, em janeiro de 2014.

 

Família abençoada! Foi uma alegria muito grande! Conversamos, cantamos, rimos muito! Logo em seguida, ele faleceu. Dezinha continua liderando a família, que já se entende até a terceira geração.

 

Mas não podemos esquecer que tudo começou quando o grande patriarca Martinho Elias Sampaio deu um sábio conselho ao Furtuoso e lhe deu uma oportunidade de escolha.

 

Louvado seja Deus por tudo!

 

Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

 



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 15:03
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Minha relação de amor com Boa Nova, Bahia

Boa Nova é a primeira cidade de minha vida.

 

Fui batizado em Boa Nova no dia 2 de maio de 1943, com apenas oito dias de idade.

 

Os nomes relacionados com sua história são nomes familiares para mim, Coelho, Sampaio, Luz, Pereira, Oliveira, são todos nomes da minha parentela.

Depois do dia em que fui batizado, fiquei muito tempo sem ir a Boa Nova. A vida foi me levando para caminhos distantes de lá: Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso do Sul e São Paulo novamente.

 

Mas em agosto de 2006, Deus me concedeu a oportunidade de retornar a Boa Nova pela primeira vez depois do dia do meu batismo. Foi uma grande emoção! Entrei na Igreja em que fui batizado, certamente já bem diferente daquela de 1943. Igreja vazia. Silêncio absoluto! Lá estava uma Bíblia aberta no Livro do Profeta Jeremias, capítulo 30. Comecei a ler. Quando cheguei ao versículo três, tomei um grande susto. Veja o que estava escrito: “Porque eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que mudarei a sorte do meu povo de Israel e de Judá, diz o SENHOR; fá-los-ei voltar para a terra que dei a seus pais, e a possuirão”.

 

Depois disso, tenho visitado essa querida cidade outras vezes, entrado em contato com meus parentes que residem lá, e estudado mais sobre sua origem. Descobri que Antonio Coelho Sampaio foi quem construiu a primeira capela que deu origem à cidade de Boa Nova. Continuando meus estudos em documentos antigos de meu avô Antonio Inácio Pereira e minha avó Felipa Maria da Encarnação, descobri que no inventário de minha bisavó Josefa Maria da Encarnação, mãe de minha avó Felipa e esposa de Leonardo José da Luz, consta que ela recebeu parte das terras de Antonio Coelho Sampaio, como herança.

 

Uma das dificuldades que temos quando estudamos as genealogias dos nossos antepassados é que antigamente as mulheres não recebiam os sobrenomes dos pais, todas tinham como sobrenomes ou Maria da Encarnação ou Maria de Jesus.

 

Sendo assim, minha conclusão é que provavelmente minha bisavó Josefa Maria da Encarnação era filha de Antonio Coelho Sampaio, o fundador de Boa Nova, e que talvez eu tenha sido batizado na capela que foi construída pelo meu trisavô Antonio Coelho Sampaio.

 

 Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

 



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 13:19
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Minha vida da marinete à internet

Dezoito de julho é uma data marcante em minha vida. Foi no dia 18 de julho de 1959, sábado, que eu deixei o pequeno povoado de Itamira, Município de Mucurici, Estado do Espírito Santo, onde morava juntamente com quase toda a minha parentela, e vim para São Paulo. Itamira hoje pertence ao Município de Ponto Belo. Eu tinha pouco mais de 16 anos de idade. Tomei a marinete que fazia diariamente a linha Nova Venécia, ES - Nanuque, MG. Segui para Nanuque, depois para Teófilo Otoni e Governador Valadares, e em seguida, Rio de Janeiro e São Paulo.

Nasci no Estado da Bahia. Fui batizado na cidade de Boa Nova e registrado no Cartório do Distrito de Boaçu, Município de Jequié. Meu sonho desde criança era vir para São Paulo. Com sete anos de idade fui levado por meus pais para as matas do Contestado, onde hoje é o norte do Espírito Santo. É lá que fica Itamira, de onde eu saí sozinho, com 16 anos de idade, para  vir para São Paulo.

A viagem foi emocionante, uma mistura de curiosidade e medo.

Meu primeiro dia em São Paulo foi 21 de julho de 1959, uma terça-feira. Desembarquei do trem na Estação do Norte, no Brás, e fui para a casa de um conhecido na Freguesia do Ó. A primeira frase que ouvi do dono da casa não foi nada animadora:

- "Meu filho, São Paulo é terra onde filho chora e pai não vê.”

No dia seguinte, fui para a casa de um tio que eu não conhecia. No dia 1º de agosto, dez dias depois da minha chegada, comecei a trabalhar como office-boy numa multinacional alemã.

Daí para frente foi só trabalho e estudo. Tive oportunidade de concluir quatro cursos superiores, Teologia, Filosofia, Pedagogia e Direito, e duas especializações, Educação de Jovens e Adultos e Gestão Pública Municipal. Estou habilitado legalmente como pastor, professor, orientador educacional, advogado e jornalista.

Casei, gerei filhos, e já tenho oito netos.

Muitas coisas aconteceram em minha vida. Morei em muitos lugares. Conheci muita gente. Tive alegrias e tristezas. Sempre estudando e trabalhando na educação e na evangelização em todos os lugares por onde passei, tais como, Ponta Porã e Dourados, MS, Flórida Paulista, SP, e sobretudo em São Paulo, Capital. Participei de Campanhas Evangelísticas em Portugal, Espanha, Chile e Paraguai. 

Estou em Tapiraí, SP, juntamente com minha esposa Adriana, desde o ano 2010, onde cuidamos de uma pequena Igreja Batista e realizamos a leitura pública  das Sagradas Escrituras todos os dias, através do Ministério Bíblia na Rua.

Assim foi a minha vida, da marinete à internet.

Obrigado, São Paulo!

Louvado seja Deus por tudo!

Adriano Pereira de Oliveira



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 14:46
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Categoria: Link
Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 12:03
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Provas da bondade de Deus em minha vida

Senti no meu coração o desejo de escrever o que estou escrevendo neste momento.

Deus sabe que eu tenho a maior vergonha de pedir qualquer coisa para mim a quem quer que seja.

Fico muito envergonhado quando fico em dificuldade financeira. Fico tão envergonhado que não tenho coragem de contar para ninguém.

Mas Deus tem mostrado a sua bondade para comigo nessa área através de algumas experiências.

Vou contar duas delas:

Primeira: Certa ocasião, no início do meu ministério, há cerca de 40 anos, chegou um amigo em minha casa, meio constrangido, meio sem jeito, e me falou o seguinte:

- Adriano, você me desculpe, não sei se você está precisando de alguma coisa, mas eu tenho que fazer porque foi Deus que mandou.

E continuou:

 – Eu tinha um dinheiro para receber, que eu já considerava como perdido, mas orei ao Senhor sobre o assunto, e Ele me disse: Você vai receber, mas quando receber não se esqueça de levar um pouco para o Adriano.

E ainda meio constrangido, enfiou a mão no bolso, tirou certa quantia em dinheiro e me entregou.

Confesso que não estava passando por nenhuma necessidade financeira naquele momento, assim como não estou agora.

Segunda: Quando eu era pastor em Ponta Porã, MS, chegou uma senhora idosa em minha casa e me disse o seguinte:

- Pastor, eu não sei se sonhei ou se tive uma visão, mas eu tinha um inquilino que saiu da minha casa sem me pagar o aluguel, e eu pedi a Deus que tocasse no coração dele para que ele me pagasse, e Deus me disse, não sei se era um sonho ou uma visão, mas Deus me disse que o homem ia me pagar, mas quando eu recebesse era para trazer um pouco para o senhor.

E me entregou certa quantia em dinheiro, com a seguinte advertência:

- Mas é para o senhor, não é para a Igreja, porque Deus me mandou dar o dinheiro para o pastor, não foi para a Igreja.

Louvado seja Deus por tudo!

Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP. 

 



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 11:46
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Ministério Bíblia na Rua

Em novembro de 2012, senti em meu coração o desejo começar a leitura da Bíblia na Rua. Comuniquei o meu desejo aos pastores de Tapiraí, SP, e pedi o apoio. Todos gostaram da ideia. Mas não se dispuseram a estar ao meu lado lendo a Bíblia na Rua.

Comecei lendo a Bíblia em Tapiraí, Piedade, Sorocaba e São Paulo, com a ajuda de alguns irmãos, principalmente minha esposa Adriana.

Atualmente, estou lendo a Bíblia todos os dias, de segunda a sexta-feira, às 08:00 horas da manha, na Praça da Rodoviária em Tapiraí, SP, e às 18:00 horas em Piedade, menos quarta-feira.

Em Tapiraí, conto com o apoio de duas irmãs da Igreja Batista, e em Piedade conto sempre com o apoio de minha esposa.

Estamos encerrando a leitura este ano no próximo dia 05/12/2014. Vamos tirar férias. Pretendemos retornar com a leitura da Bíblia na Rua em janeiro de 2015. Estamos pedindo a Deus que levante pelo menos dois homens em Tapiraí e dois em Piedade para que estejam ao nosso lado durante a leitura da Bíblia na Rua. Homens que acreditam que a Bíblia é a Palavra de Deus e que vale a pena lê-la na Rua. Se Deus tocar em seu coração, entre em contato comigo.

Que Deus abençoe a todos!

Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 09:51
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Palavras que incentivam

Gosto de contar histórias.

Mencionei hoje o nome do pastor Albino Ferraz, e disse que ele foi o primeiro bacharel em música sacra do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil.

Mas como foi que tudo começou?

Ouvi dos lábios dele esta história.

Ele era um garoto, membro da Igreja Batista em Amambai, antigo Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul. 

Chegou o dia de eleger a nova diretoria para o ano seguinte. O missionário norte-americano que era o pastor da Igreja disse, com aquele sotaque que todos conhecemos:

- O irmão Albino será o nosso organista.

O garoto Albino se encolheu todo no banco onde estava sentado e disse:

- Pastor, eu só sei tocar um hino!

O missionário respondeu de lá da frente, com voz bem alta para que todos ouvissem:

- Sabe mais do que todo mundo!

Pronto. 

Assim começou a carreira de um dos mais brilhantes músicos batistas do Brasil, o primeiro bacharel em Música Sacra do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil.

Palavras que incentivam! Como precisamos delas!

Adriano Pereira de Oliveira
Tapiraí, SP, 28 de novembro de 2014.

 



Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 14:20
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A solução é fazer tendas

O artigo abaixo foi escrito por mim, a pedido do Pr. Valtair Miranda, e foi publicado na Revista Administração Eclesiástica do terceiro trimestre de 2009.
Naquela ocasião, eu era pastor da Igreja Batista de Flórida Paulista, SP.


SUSTENTO PASTORAL, QUAL A SOLUÇÃO?

Deus continua a chamar pessoas de ambos os sexos para dedicarem suas vidas ao Santo Ministério da Palavra. Com a chamada vem o desafio da preparação e do sustento.

No que se refere à preparação, hoje está mais fácil do que antigamente. Além de haver cursos preparatórios em diversos lugares, há ainda as facilidades da internet. Já há cursos teológicos na modalidade de ensino à distância, reconhecidos pelo Ministério da Educação. O aluno pode estudar sem sair de casa. Basta ter o suporte de um bom computador conectado à internet pelo sistema de banda larga.

Verdade é que se discute a qualidade do referido ensino. Muitos questionamentos são levantados, tais como, o ensino à distância é tão eficiente como o presencial? Terá o aluno a devida disciplina para cumprir suas tarefas? A falta de convivência com colegas de estudo e professores não será prejudicial à sua formação?

Mas, deixando de lado a questão da preparação, e voltando para a questão do sustento pastoral que é o assunto deste artigo, qual será o futuro desses estudantes depois de concluírem o seu curso? Como eles ou elas se sustentarão financeiramente na realização do ministério?

Estou pensando dentro do contexto batista brasileiro, com as diversidades regionais, e com o princípio da autonomia da igreja local, onde cada igreja se autoadministra, e decide sobre todas as questões administrativas, inclusive sobre os honorários pastorais.

Há igrejas de diversos tamanhos e de diversos potenciais financeiros. Há igrejas que podem dar altos honorários aos seus pastores, e há aquelas sem as mínimas condições de dar um sustento condizente ao seu obreiro.

O que fazer então? Qual a solução para o sustento de homens e mulheres que são chamados para a obra do ministério cristão e não contam com o suporte financeiro adequado de uma igreja ou instituição?

Já no meu tempo de estudante na FTBSP, 1969 a 1972, o Pr. Werner Kaschel dizia que, segundo as estatísticas, de cada dez pastores batistas no Brasil, sete teriam que fazer tendas.

Não sei quais são as estatísticas atuais, mas imagino que a realidade deve continuar a mesma, ou seja, de cada dez igrejas batistas no Brasil, somente três tem condições de dar um sustento financeiro adequado ao seu pastor.

Pergunto novamente, o que fazer então?

Creio que os pastores devem ter consciência disso, e ao assumirem o pastorado de pequenas igrejas saberem que precisam de outra fonte de sustento fora da igreja, e não ficarem querendo tirar das igrejas aquilo que elas não podem dar.

Há muitos pastores que já recebem uma modesta aposentadoria, como é o meu caso, e podem muito bem pastorear pequenas igrejas e se contentarem com aquilo que elas podem dar, mas há aqueles que não possuem aposentadoria, nem outra fonte de renda qualquer, e precisam encontrar um meio para complementação do seu sustento e de sua família.

A Bíblia ensina, e as leis brasileiras permitem, que duas ou três pessoas reunidas em nome de Jesus organizem uma igreja e escolham livremente sua liderança.

A organização de igreja, de qualquer número de membros, é bíblica e legal.

"Digno é o obreiro do seu salário", mas dentro das possibilidades das igrejas. Igrejas grandes, grandes salários. Igrejas pequenas, pequenos salários.

Concordo com a afirmação seguinte, muito conhecida no meio batista: "Quem Deus chama, Deus sustenta". Deus sustenta a todos os seus filhos. Deus cuida até dos passarinhos, mas os passarinhos precisam sair em busca do seu sustento.

Jesus Cristo ensinou que é preciso, pedir, buscar, e bater na porta. Muitos ficam só no pedir. Esquecem de buscar e bater, esquecem de "fazer tendas".

Vamos fazer tendas.

É melhor que cada igreja, mesmo pequena, seja autônoma, e tenha o seu próprio pastor, com sustento ou sem sustento, do que ser congregação de outra igreja que fica em um município distante, e que também não pode dar a devida assistência.

Temos que aceitar a realidade brasileira, que não é a mesma em todas as regiões.

Cada grupo de irmãos, ou igreja, deve se autoadministrar de acordo com suas possibilidades.

Um pastor, fazendo tendas, poderá ser uma grande bênção para sua família, sua igreja e para a comunidade onde vive. Além dos benefícios materiais, terá também os benefícios sociais e espirituais.

Deixemos de lado a ideia de que igrejas grandes, Associações e Convenções tem obrigação de ajudar igrejas pequenas.

O raciocínio é inverso, igrejas pequenas ou grandes, todas contribuindo fielmente para as Associações e Convenções, para que estas possam realizar aquilo que uma igreja só não pode fazê-lo.

Nos meus 37 anos de pastorado nunca pedi nada para Associação ou Convenção, sempre entendi que compete à igreja enviar aquilo que prometeu quando se filiou, e nunca pedir nada de volta.

Cada uma deve realizar o trabalho de acordo com suas possibilidades.

A igreja que pastoreio atualmente tinha pedido ajuda para a Associação antes de eu tomar posse. Dentro de pouco tempo, levei a igreja a dispensar a ajuda.

Continuamos a fazer a nossa parte, enviar cinco por cento das entradas para a Associação, dez por cento para a Convenção Estadual, levantar as ofertas de missões mundiais, nacionais, estaduais e regionais, e contribuir para o Lar Batista de Crianças, tudo dentro das nossas possibilidades.

Sustento pastoral no Brasil Batista, qual a solução?

 

Fazer tendas.

Muito obrigado a todos!

Adriano Pereira de Oliveira.


Escrito por Adriano Pereira de Oliveira às 11:58
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